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O “Elo Perdido” entre a Pena e o Smartphone – Parte 2

Previously on Android Urbano…

  • O homem necessitava melhorar sua relação com a matemática;
  • Schickard criou a primeira máquina de calcular que apresentava em um visor o resultado da operação matemática;
  • Blaise Pascal desenvolveu máquinas ainda mais complexas, que deram origem precária ao que seria hoje a linguagem de programação;
  • Detalhes em: Episódio Anterior.

Um engenheiro mecânico inglês, seguiu o caminho deixado pelos grandes matemáticos inventores que o antecederam, e criou máquinas impressionantes.

Seu nome era Charles Babbage (1791-1871) e seus inventos: a Máquina Analítica e a Máquina Diferencial.

Máquina Diferencial de Babbage

A MÁQUINA DIFERENCIAL tinha por objetivo encerrar de uma vez por todas os erros provocados pelo uso de tabelas de logaritmos. O mais impressionante é que essa máquina de 1821 já era capaz de calcular e imprimir seus resultados automaticamente. Babbage chegou a desenhar uma Mark II para este invento, todavia por falta de recursos e pelo fato da produção das peças serem realizadas de maneira artesanal, ficou impossível a construção desta segunda unidade.

Já a MÁQUINA ANALÍTICA era tão revolucionária, que Babbage nunca conseguiu construir definitivamente seu invento. A tecnologia disponível não era suficiente para atender a ideia constante em seu projeto. Ele se dedicou a este invento até sua morte, no ano de 1871.

Em uma matéria do Tecmundo (www.tecmundo.com.br) encontrei um texto muito interessante sobre o tema:

Máquina Analítica de Babbage

“Até então, a Máquina Diferencial limitava-se a operações matemáticas com base em números inseridos em determinadas sequências. Mas o invento que realmente mostrou a avançada forma de pensar de Babbage foi a Máquina Analítica. Isso porque a criação não era apenas automática, mas também de uso geral.

Desenvolvida por volta de 1834, ela foi a primeira máquina que poderia ser programada para executar vários comandos de qualquer tipo. O mais interessante de tudo é que o desenho e a estrutura básica da invenção de Babbage fazem parte dos computadores que usamos hoje, mesmo após mais de um século.

A Máquina Analítica funcionava com base nas instruções de cartões perfurados e era movida a vapor, como em alguns trens. O projeto ainda possuía uma unidade central de processamento e memória expansível separados um do outro, o que é mais uma característica dos computadores modernos.

De tão avançados e complicados que seus projetos eram, Babbage nunca teve a oportunidade de construir, de modo que funcionasse de maneira plena (grifo nosso), nenhuma de suas invenções. A inexistência de equipamentos adequados e a falta de verba fizeram com que o cientista construísse apenas protótipos do que poderia ter sido a maior revolução tecnológica da época.”

Com estes inventos de grande importância para a matemática, lógica e informática, Charles Babbage é considerado por vários historiadores como “Pai da Computação”.

E como normalmente uma boa idéia puxa outra, foi daí que surgiu o primeiro algoritmo considerado como linguagem de programação que se tem notícia no mundo, que foi criado para a Máquina Analítica do Senhor Babbage por Ada Lovelace.

Apesar da grande diferença tecnológica existente entre estas máquinas e o Smartphone que você pode estar usando para ler este texto, o principio de funcionamento é o mesmo desde o século XIX. Todas trabalham com inserção, processamento e retorno de dados. É impressionante imaginar que tal processo já estava escrito a tanto tempo e que nós continuamos a repeti-lo até os dias de hoje.

Pena que os aparelhos não são mais a vapor, imagina seu smartphone steampunk?

O “Elo Perdido” entre a Pena e o Smartphone – Parte 1

Matemática: Esse game eu sempre joguei no HARD!

O ser humano sempre teve uma necessidade inata de organizar de maneira numeral sua relação com a natureza.

Assim, desde o surgimento da agricultura (ou até antes disso) até a Idade Média, o meio mais eficiente para realizar tal organização era a nossa boa e velha matemática feita à mão, assim nos digam os senhores Pitágoras, Menelau, Tales ou Carlão.

Máquina de Calcular de Schickard

Máquina de Calcular de Schickard

E com o intuito de facilitar a vida de pessoas como eu, pessoas como o Senhor Wilhelm Schickard desenvolveram máquinas capazes de facilitar operações matemáticas, ou seja, inventaram as CALCULADORAS.

Wilhelm Schickard  (1592-1635 – é, faz tempo) construiu a primeira máquina capaz de somar, subtrair, multiplicar e dividir.

Era bem precária, como podemos ver, mas ainda sim era notável.

Tudo bem, tudo bem … não vou ofender a galera mais “roots” que pode dizer que o Ábaco é muito mais antigo. A Wikipedia informa que o Ábaco foi criado pelos Mesopotâmios a mais de 5500 anos, e esta seria a primeira calculadora já registrada.

Todavia, de antemão me permita discordar: O resultado matemático oferecido pelo Ábaco era registrado na “cabeça” do operador através da manipulação do instrumento e não em em um visor como na máquina de Schickard.

Assim, os historiadores em geral consideram a máquina de Schickard a primeira calculadora pelo fato do resultado da operação aritmética ser “automaticamente” apresentada em um visor sem necessidade de mentalização do cálculo.

A partir da criação Schickard, outros matemáticos como Blaise Pascal (1623-1666) passaram a se dedicar a criação de aparelhos semelhantes, que por sua sofisticação necessitavam de linguagem própria para funcionamento: era o embrião (bem primitivo, praticamente um procarionte) da Linguagem de Programação, já que assim como nossos modernos computadores, tablets e smartphones, estas máquinas de calcular necessitavam de linhas de comando específicos para seu funcionamento.

Aliás, a linguagem de programação Pascal tem esse nome em homenagem a Blaise Pascal.

Seguindo os estudos deixados por estes grandes matemáticos, 100 anos depois, um engenheiro mecânico inglês desenvolveu dois projetos revolucionários: e este é o assunto do nosso próximo post, não perca!

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