Um pouco de tudo e nada ao mesmo tempo.

Internet é o negócio do Google e para qualquer empresa, é importantíssimo aumentar o número de clientes. Porém, a empresa já domina aproximadamente 90% das buscas realizadas atualmente. Por isso, são necessários novos usuários na internet para expandir seus negócios. Porém, em muitos locais do mundo, existem problemas de conexão bem mais sérios do que os que encontramos no Brasil, por exemplo.

Se aqui a situação já não é bonita, e é fácil não ter uma rede de dados disponível no smartphone em cidades, imagine o quão grave é esse problema para as populações que vivem em regiões mais pobres, ou em que é muito mais difícil construir uma infraestrutura mínima. A situação é tão extrema que apenas 2 bilhões de pessoas tinham acesso à internet em 2011. Isso representa menos de um terço do total da população global.

Para resolver esse problema, o Google anunciou um novo projeto, ousado e bastante maluco: Criar uma rede de balões estratosféricos e com eles, transmitir internet Wi-Fi gratuita para o planeta. Sim, a ideia é grande assim.

O próprio nome da iniciativa, Project Loon demonstra um pouco disso. O nome não é apenas uma contração de Ballon (balão) mas também é uma gíria para “louco” em inglês.

A ideia é enviar inúmeros balões atmosféricos que irão se mover pela estratosfera a cerca de 20 km de altitude, área acima das chuvas, na qual não voam aviões, e os ventos atmosféricos são mais estáveis. A central de controle em terra consegue movimentar os balões apenas controlando sua altitude, para que o balão consiga “pegar carona” nas correntes de vento e garantir que quando um se mover, outros estarão prontos a substituí-lo.

Os balões, que tem aproximadamente 15 metros de diâmetro, contam com células de energia solar e baterias para continuar funcionando durante a noite, sistemas de filtro de conexão para ignorar ondas diferentes daquelas que estão programados a receber, além de proteção extra para aguentar condições extremas, como temperaturas de até 50° negativos e a incidência direta dos raios UV.

Cada balão cobre uma área de cerca de 40 km de diâmetro, e além de se comunicar com antenas especiais no solo, o sinal é compartilhado entre eles, de modo a ser de fato uma rede global, que, em testes feitos na Nova Zelândia, já mostrou ser capaz de fornecer velocidades de dados superiores ao 3G.

O projeto está apenas começando, mas é incrível pensar no potencial que uma iniciativa assim tem para mudar o mundo. O Google prometeu manter atualizações sobre o andamento na página oficial do projeto, e também no seu Plus.

Fonte: Google e Wired

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