Um pouco de tudo e nada ao mesmo tempo.

QualcommUm dos grandes problemas na tecnologia atual de smartphones é a segregação nas redes. Diferentes países utilizam diferentes frequências de rede, o que torna necessária a fabricação de aparelhos específicos para cada mercado. Um telefone que funciona nos EUA, não necessariamente funcionará na Europa, ou no Brasil.

Mesmo dentro de um mesmo país, diferentes tecnologias podem obrigar os fabricantes a terem de investir em diferentes versões de um mesmo modelo. Não faltam exemplos disso. Muitos devem se lembrar de como o Motorola Droid americano era diferente do nosso Motorola Milestone, apesar de ambos serem exatamente o mesmo “aparelho” aos olhos do público leigo. Mesmo que as diferenças entre eles fossem devido à fragmentação de redes (CDMA vs GSM), os aparelhos acabaram tomando rumos muito diferentes, quando a Motorola abriu o bootloader do Droid e trancou o do Milestone, atrasando o desenvolvimento da comunidade (e irritando muita gente) com isso. Quais as consequências disso? Como resolver o problema? Continue lendo.

Por serem obrigadas a adaptar seus aparelhos para cada mercado, isso acaba elevando em muito os custos de produção, de pesquisa, de forma que em vários casos, as fabricantes decidem que simplesmente não é interessante lançar um determinado modelo em determinado mercado, o que faz com que ótimos aparelhos possam simplesmente não chegar a mercados como o Brasil. Em outros casos, pode acontecer uma grande demora, pois os telefones precisam ser certificados pela Anatel para serem comercializados aqui.

Essa semana, porém, a Qualcomm fez um anúncio que deve mudar isso. Um novo chip capaz de ser utilizado em qualquer rede do mundo. Para se ter uma ideia do tamanho do feito, basta analisar que as redes 4G mundiais atualmente são uma grande bagunça, com mais de 40 possibilidades existentes. Países como o Brasil contribuem ainda mais para o problema. Nosso governo, quando estabeleceu as diretrizes de 4G nacional, não teve sequer a capacidade de escolher uma dentre as mais de 40 faixas já utilizadas. A nossa é diferente do restante do mundo

Os novos chips RF360, além de serem capazes de cobrir toda a rede LTE atualmente em uso no mundo também podem se conectar a 3G e 2G de operadoras GSM e CDMA.

Essa tecnologia trará avanços incríveis, pois resultará em telefones realmente globais, acabando com o problema de falta de conexão em viagens, por exemplo, bem como tornando possível que futuros modelos de aparelhos 4G funcionem em mercados como o nosso, que insiste em ser diferente do resto do mundo (novo padrão de tomadas, alguém?)

Além de conectividade geral, a Qualcomm também informou que a nova tecnologia utilizada no chip terá melhor conexão com as antenas, o que resultará em maior força de sinal. Isso será responsável por menor consumo de bateria, uma vez que os telefones não precisarão gastar tanta energia apenas para tentar se manter conectados em redes de força tênue (pra não dizer abaixo da qualidade exigida mundialmente), como a brasileira.

Basta lembrar que somente nas últimas semanas, a Anatel multou a operadora Oi não uma, mas três vezes, por fornecer serviços abaixo do mínimo padrão de qualidade exigido (que em nosso país, já é mais baixo que o internacional).

A previsão é que os chips cheguem ao mercado já no segundo semestre de 2013. Espero ansiosamente pelas novidades que teremos a partir deles.

Fonte: Tom´s Hardware

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