Um pouco de tudo e nada ao mesmo tempo.

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A algum tempo venho acompanhando a briga do governo brasileiro com as ‘teles’ sobre o 4G no Brasil. O governo quer vender a frequência 2500Mhz enquanto as teles querem 700Mhz. Existe um motivo para que elas queiram a frequência de 700mhz: valor de investimento quase 5x menor (a explicação simples para isso é que quanto menor a frequência maior o alcance da antena, ou seja, menor número de antenas). Bem, o problema é que a frequência é usada, hoje em dia, pelas operadoras de TV analógicas e só será liberada em 2016, portanto só depois da Copa/Olimpíadas mas o governo quer que as pessoas do mundo inteiro possam acessar a internet de seu celular/tablet pelo 4G, só que o mundo também se esqueceu de combinar as frequências.

Exemplos

Estados Unidos:

  • T-Mobile – 1700Mhz/2100Mhz
  • AT&T – 700Mhz/2100Mhz
  • Verizon – 700Mhz

Europa:

  • Em geral, 800Mhz e 1800Mhz/2600Mhz

Austrália:

  • Optus – 700Mhz (após 2013)
  • Telstra – 700Mhz (após 2013) e 2600Mhz (talvez 1800Mhz)

Estes são só alguns exemplos. Se quiserem ver como está a ‘zona’ da 4G, acesse aqui: http://en.wikipedia.org/wiki/List_of_LTE_networks

Ou fazemos uma rede inicial com 2100Mhz e com 2600Mhz ou então ficaremos ‘chupando o dedo’ anunciando uma internet 4G para a copa/olimpíadas e pagando um mico para o mundo a não ser que inventem um chip LTE (4G) decaband (com 10 frequências diferentes para poder funcionar em qualquer lugar do mundo). Depois disso, liberemos os 700Mhz para as operadoras. O pior é, esta diferença nas frequências pode aumentar ainda mais os preços dos nossos celulares. Será que vale a pena mesmo? Deixe seu comentário nos dizendo o que acha desta ‘zona’ toda.

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Comentários em: "Um 4G nada funcional no Brasil e no mundo." (3)

  1. Clóvis disse:

    Eu estava me perguntado isso? Que banda larga os estrangeiros poderão usar na copa e nas olimpíadas? Acho que vai ser um tiro no pé. Teremos 4G, mas numa frequencia que ninguém de fora poderá acessar com seus aparelhos normais. Penso que a única solução será o uso de pequenos roteadores independentes que possam fazer a conexão 4G X wifi, com celulares e tablets. Nessa ampla divergência de frequências, um coisa vai ser boa para o governo: só funcionarão produtos feitos epecificamente para o Brasil. Isso terá seus prós e contras: mais legalidade (e impostos), mas preços mais altos são os mais evidentes.

    • Concordo que um roteador wifi solucionaria o problema, mas isso é um paliativo. A solução seria um ‘triband’ com as frequências mais usadas no mundo, mas ainda acho que o consórcio de empresas que criou o padrão LTE deveria impor uma restrição às frequências usadas. Já temos 4 frequências GSM, 5 3G, e agora uma ‘sopa’ de LTE. Não está compensando pensar em 4G por isso. Fora que os planos serão absurdo de caro. Pegue, por exemplo, os planos da Vivo no “3G Plus” que estão a R$199,90 (99,90 caso você seja assinante Speedy). Tudo bem, são 10gb, mas por R$74,90 eu pago 10mbits na GVT e sem limite de download, bem mais em conta que os 6mbits da Vivo.

  2. LeEndrigo disse:

    As operadoras vão dominar o mundo!
    Enquanto não houver um boicote de nós como público, sempre entrara rios de dinheiro nas operadoras….
    E sempre cobrarão o que querem em seus planos pós pagos….

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